Wednesday, July 05, 2006

Dias Indecifráveis



A mediocridade é por vezes mais do que o repetir dos gestos. Os diálogos pesam-nos indisfarçavelmente sobre os olhos cansados e premonitórios de um estado de intolerância à igualdade dos dias.

E quando o mundo está aparentemente cor-de-rosa choque, e os pássaros declamam poesias indecifráveis, eis que a cinza se espalha e nos revela com frieza a linearidade das nossas vidas, os minutos passados a olhar para o tecto em busca de um sonho qualquer que nos convença e nos faça acreditar que os dias são mais do que uma mera imposição.

Como era bom abrir a janela e ver, ao longe, o mar em tons de azul pacífico... sentir-lhe o cheiro, e deixar a brisa enevoar-nos os olhos... e depois perdermo-nos algures no meio do nada, onde só houvesse o toque aconchegante do sol ao fim da tarde.

2 comments:

Olinda said...

Seria difícil não entrar agora em lugares comuns: mas a verdade é que a vida é um mistério. Primeiro porque não conhecemos o futuro, e logo nunca sabemos as coisas do passado e do presente que o possam condicionar. Segundo, por causa disso, e por causa da nosso modo de ser humano, estamos sempre insatisfeitos. Terceiro, procuramos a felicidade, mas temos medo de a encontrar, quando a temos, ficamos com medo de a perder. E por vezes, temos até medo da própria felicidade.

Enfim... lá vou eu repetir o tanto dito: mas é melhor aproveitar os pequenos nadas, encontrar os pontos felizes de cada dia, e não nos entregarmos tanto a situações menos felizes (especialmente quando estas situações não são dramáticas...)

Anonymous said...

vives nesse teu mundo como se princesa de vestidos dourados enriquecidos a diamantes por mãos de virgens negras vestidas de aZUL. és uma mulher linda e isso nota-se pela febre dos teus sonhos. Onde fica esse castro que dizes verde que não encontro no mapa do meu olhar. Não pares de escrever